1% da população global detém mesma riqueza dos 99% restantes

05/02/2016 18h10 - Atualizado em 05/02/2016 18h10

1% da população global detém mesma riqueza dos 99% restantes

Estudo aponta que desigualdade social atingiu patamar inédito

Dária Leon
 
Foto: Getty Images Foto: Getty Images

A desigualdade social nunca esteve tão evidente no cenário mundial. Toda a riqueza acumulada pelo 1% mais abastado da população mundial agora equivale, pela primeira vez, à riqueza dos 99% restantes.

O dado foi levantado por um estudo da organização não-governamental britânica Oxfam, baseado em informações do banco Credit Suisse relativos a outubro de 2015. O estudo revelou ainda que a riqueza acumulada pelas 62 pessoas mais ricas do mundo é equivalente ao possuído por toda a metade mais pobre da população global.

Com a divulgação dos dados, a ONG fez um apelo aos líderes mundiais reunidos no Fórum Econômico Mundial de Davos, que começa nesta semana, na Suíça, para tomarem medidas efetivas para enfrentar a desigualdade no mundo. O documento criticou ainda a ação de lobistas que influenciam decisões políticas visando apenas o interesse de grandes empresas.

É importante ressaltar que, segundo o estudo da Oxfam, os 10% mais ricos da população representam as pessoas que acumulam bens e dinheiro no valor de US$ 68 mil (cerca de R$ 275 mil). Para estar entre o 1% mais rico, é preciso ter US$ 760 mil (R$ 3 milhões). O próprio Credit Suisse reconhece ainda que os dados não são absolutos devido à dificuldade de conseguir informações precisas sobre os bens e dinheiro acumulados pelos super-ricos.

A ONG avalia que a concentração de riqueza apresentou um crescimento impressionante. Isto porque em 2010 o equivalente à riqueza da metade mais pobre da população global estava na mão de 388 indivíduos. Hoje, o número caiu para 62. "Ao invés de uma economia que trabalha para a prosperidade de todos, para as geração futuras e pelo planeta, o que temos é uma economia (que trabalha) para o 1% (dos mais ricos)", afirmou o relatório da Oxfam.

Entre as alternativas propostas para minimizar o aumento da desigualdade é o fim da diferença de salários pagos a homens e mulheres.

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