12/05/2017 08h34 - Atualizado em 12/05/2017 08h34

Alvos da Lama Asfáltica fizeram doações eleitorais à mais de 100 políticos em MS

Fabiano Portilho
 

As empresas JBS Friboi, Ice Cartões e H2L Equipamentos e Sistemas principais alvos da nova fase da Operação Lama Asfáltica, deflagrada nesta quinta-feira, 10 de maio, aparecem como fortes doadoras de campanhas de políticos de Mato Grosso do Sul. Mais de 100 receberam doações na campanha de 2014. As doações citadas são informadas nas prestações de contas.

Para o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), na campanha que o elegeu, em 2014, a JBS doou mais de R$ 10 milhões.

Entre as outras lideranças que receberam doações da empresa está o ex-prefeito Nelson Trad Filho (PTB), a senadora Simone Tebet (PMDB) e o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP). Dos parlamentares federais, dos oito deputados, apenas dois não receberam doação da JBS, sendo eles Vander Loubet e Zeca do PT, ambos do Partido dos Trabalhadores.

Nelson Trad filho, que concorreu para governador recebeu R$ 3.260.000,00 - três milhões e duzentos e sessenta mil reais. Simone que concorreu pelo Senado e ganhou recebeu R$ 1.720.000,00 - um milhão setecentos e vinte mil reais. Bernal, que concorreu na ocasião ao Senado, mas não ganhou recebeu R$ 400.000,00 - quatrocentos mil reais.

Quem também aparece como receptor das doações da JBS é o senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido/MS), que concorreu a eleição para o governo mas perdeu. Ele recebeu R$ 214.805,00 - duzentos e quatorze mil e oitocentos e cinco reais. Todos estes dados foram retirados do sistema Prestação de Contas Eleitorais e nestes casos referente ao pleito de 2014.

H2L e Ice Cartões

Já a H2L doou para 91 politicos em todo estado, destacam-se Nelson Trad Filho (PTB) R$ 600 mil, Carlos Marun R$ 120 mil e Geraldo Resende R$ 100 mil, ambos do PMDB. A Ice Cartões doou para um único politico em 2014, para Delcídio do Amaral á quantia de R$ 480 mil.

A suposta organização criminosa chefiada pelo ex-governador André Puccinelli (PMDB) teve R$ 4,4 bilhões bloqueados por determinação da Justiça. Eles são acusados de fraudarem licitações e causarem prejuízos aos cofres públicos de R$ 150 milhões, no qual o grupo cobrava propina de 20%.

JBS

ICE

H2L

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