Banco responsável pelo escândalo "Suiçalão", é o maior financiador do PSDB

20/03/2015 17h01 - Atualizado em 20/03/2015 17h01

Banco responsável pelo escândalo "Suiçalão", é o maior financiador do PSDB

Fabiano Portilho
 

Apelidado por internautas brasileiros de “Suiçalão”, o escândalo envolvendo o HSBC trouxe à tona práticas do mundo financeiro para que clientes possam ficar livres de impostos e lavar dinheiro. O “SwissLeaks” mostrou que 100 mil contas bancárias ilegais movimentaram mais de US$ 100 bilhões entre 1998 e 2007 no HSBC da Suíça. Dessas, 8.667 seriam de brasileiros. O que chama a atenção é a razão social do banco responsável pelo escândalo: HSBC Republic Bank (Suisse) S.A - Banco Safra S.A

Documentos que provam a sociedade do HSBC e do Banco Safra

Transação Nebulosa Parte 1

HSBC, grupo financeiro sediado em Londres que comprou o antigo Bamerindus no Brasil, adquiriu na mesma época os bancos Republic New York Corporation, nos Estados Unidos, e Safra Republic Holding, na Europa, ambos do banqueiro Edmond Safra. A morte de Edmond Safra, às vésperas da conclusão desse negócio bilionário causa estranheza até nos dias de hoje, clique aqui

Transação Nebulosa Parte 2

O Bamerindus em 1997, presidido na época por José Eduardo de Andrade Vieira, sofria ataques sistemáticos da mídia e boatos sobre possível inadimplência. Em alguns setores e corredores palacianos dava-se como certa a “quebra do Bamerindus”. Entretanto, a realidade era outra, o banco paranaense tinha 1.241 agências, ativos de mais de 10 bilhões de reais e uma das maiores e rentáveis seguradoras do país.

O que aconteceu para que o banco fosse entregue de mão beijada ao HSBC? Hoje, finalmente, o livro “Privataria Tucana” revela os bastidores da campanha para tirar o Bamerindus dos paranaenses: o ex-ministro das Comunicações, Sérgio Motta, havia pedido 100 milhões de reais ao banqueiro José Eduardo de Andrade Vieira como doação para a campanha de FHC. O banqueiro disse não, embora colocasse avião com piloto à disposição da campanha e fizesse outras doações em dinheiro.

Meses depois da campanha o HSBC recebeu dinheiro do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – na surdinha – para comprar o Bamerindus: 431,8 milhões de reais do Banco Central foram entregues ao HSBC para reestruturar o Bamerindus e saldar dívidas de reclamações trabalhistas. Além do dinheiro, o Banco Central limpou a parte problemática da carteira imobiliária, repassada para a Caixa Econômica Federal, que por sua vez recebeu 2,5 bilhões do Proer. Ou seja, o Brasil comprou o Bamerindus para o HSBC e o Paraná perdeu um dos maiores bancos do país.

Ex-Chefe da Casa Civil, Fundador do PSDB e Diretor do Conselho do Instituto FHC, foi Chefe do Departamento de ações do Banco Safra S/A

Dentre os 50 dirigentes peessedebistas pesquisados, 13 (26%) estavam estreitamente vinculados ao setor financeiro, em sua maioria graduados em economia na USP e na PUC-RJ, com pós-graduação nas universidades estadunidenses cujo pensamento econômico monetarista se destaca.

Estes “dirigentes-banqueiros” do PSDB foram agentes responsáveis por um fervoroso e rápido processo de banqueirização nas decisões de políticas públicas, em que a esfera pública tornou-se um trampolim, um grande “balcão de negócios”, para que frações hegemônicas do capital financeiro pudessem ditar as normas de como e onde o poder estatal deveria atuar, como forma de alagar suas margens de lucro.

Os dirigentes-banqueiros-peessedebistas foram integrantes de um grupo maior que não se intimidaram ao transitar livremente entre altos cargos do serviço público e do setor privado, sobretudo financeiro. Trafegaram levando informações privilegiadas para a esfera privada, favorecendo interesses em grandes transações como as privatizações e, com freqüência, auferindo vantagens pessoais. Alguns deles tornaram-se banqueiros.

O quadro abaixo nos dá a dimensão da articulação entre alguns dirigentes do partido e o setor bancário/financeiro, um deles se destacou entre os demais, foi Clóvis Barros de Carvalho, Fundador do PSDB, Ex-Ministro da Casa Civil de FHC, e atual Diretor do Conselho do Instituto FHC, foi Chefe do Departamento de ações do Banco Safra S/A :

O Banco Safra citado por Barusco na CPI, clique aqui está envolvido no maior escândalo financeiro mundial, doou ao PSDB em 2014 mais de R$ 4 milhões, acompanhe:

Muito além da amizade entre os Safra e o ex-presidente FHC

A família Safra pagou a conta do banquete de 500 talheres em homenagem aos 80 anos de Fernando Henrique Cardoso, na luxuosa Sala São Paulo. Não é a primeira vez que Safra se mostra tão generoso com o ex-presidente. FHC vive hoje no apartamento onde Safra morava, à rua Rio de Janeiro, naquela Higienópolis de punhos de renda – e que Safra lhe vendeu em 2002 por um preço para lá de camarada.

Tráfico de informações privilegiadas beneficiou banqueiros na desvalorização do Real

O ex-banqueiro Moise Safra recebe homenagem no Hospital Albert Einstein, ao lado da Mulher, Chella, A homenagem contou com a presença do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles

Rede Globo e Banco Safra

O Banco Safra foi o banco usado pela Globo para comprar os dólares que enviaria às Ilhas Virgens Britânicas, quando se envolveu naquela “engenhosa operação” para adquirir os direitos de transmissão da Copa de 2002 sem pagar os devidos impostos. Clique Aqui

Envie seu Comentário