27/01/2016 07h47 - Atualizado em 27/01/2016 07h47

Bomba: Dono do JBS é sócio de Offshore, alvo da 22ª fase da Lava Jato

Fabiano Inove
 
Uma das raras aparições em público: Joesley Batista (JBS) irmão e sócio de Wesley e Junior Friboi, em frente a Lula Uma das raras aparições em público: Joesley Batista (JBS) irmão e sócio de Wesley e Junior Friboi, em frente a Lula

Na Operação Ararath, que investiga crimes financeiros no Mato Grosso, a Polícia Federal descobriu que Wesley Batista, presidente do grupo JBS, consta como administrador/procurador da Global Participações Empresariais, que está no epicentro da confusão. A Global criada em 2006, tem como sócios duas offshores (Elany Trading LLC e Avel Group LLC), localizadas no mesmo endereço que a Murray Holdings LLC: 520, S 7TH Street, Suite C, Las Vegas - Nevada (EUA), a dona do triplex vizinho ao de Lula no Guarujá.

Entenda as ligações

MURRAY HOLDINGS LLC CNPJ: 11.204.718/0001-16 DATA DE ABERTURA: 26/10/2005 ENDEREÇO ELETRÔNICO: Nilsondanna@ig.com.br

1 - O email leva à seguinte pessoa

Contabiltech - Contabiltech Assessoria Contabil Ltda - ME CNPJ: 13.649.441/0001-60 R Bica De Pedra 816, Sala 03, Vila Anglo Brasileira, Sao Paulo, SP 05028-140 Telefone: (11) 3865-5298 WEBSITE: http://www.contabiltechh.com.br/ NILSON SASTRE DANNA - Sócio-Administrador

2 - O website da secretaria de estado de Nevada para a MURRAY HOLDINGS LLC leva à CAMILLE SERVICES SA no seguinte endereço no Panama

Nevada Secretary of State http://nvsos.gov/sosentitysearch/ MURRAY HOLDINGS LLC Manager - CAMILLE SERVICES SA E 54TH ST, ARANGO-ORILLAC BLDG, PANAMA CITY, PANAMA

3 - A CAMILLE SERVICES SA talvez esteja registrada no Registro Público de Panama sob Numero de Ficha 403942

http://registro-publico.gob.pa/en/

4 - A CAMILLE SERVICES SA leva à Mossak Fonseka, cujo escritório central é na 54th Street, Marbella, Panama. O endereço no website da secretaria de estado de Nevada está incorreto apenas com relação à cidade.

http://www.mossfon.com/ Edificio Arango Orillac Piso 1, Panama, Panamá, Calle 54 Este, Panama

5 - A Mossak Fonseka também tem um escritório em São Paulo

MOSSACK FONSECA & CO. BRAZIL CNPJ: 02.880.957/0001-03 Data de abertura: 30/9/1998 Av. Paulista 2073, Horsa I, 3º Andar, Conjunto 304, Sao Paulo, SP 01311-940 Tel: 55 11-3251-4222 Ricardo Honorio Neto - Sócio-Administrador Provável email: rhonorio@gmail.com, rhonorio@mossfon.com

Vice Presidente, Michel Temer no ato de filiação ao PMDB José Batista Júnior, sócio com os irmãos, Wesley e Joesley na JBS, conhecido também como Júnior Friboi Vice Presidente, Michel Temer no ato de filiação ao PMDB José Batista Júnior, sócio com os irmãos, Wesley e Joesley na JBS, conhecido também como Júnior Friboi

22ª fase da Lava Jato

A Polícia Federal (PF) cumpre a 22ª fase da Lava Jato na manhã desta quarta-feira (27) em São Paulo e Santa Catarina. Serão cumpridos 23 mandados judiciais, sendo seis de prisão temporária, 15 mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento. Em São Paulo, a ação ocorre na capital, Santo André e São Bernardo do Campo e, em Santa Catarina, em Joaçaba.

A operação foi batizada de Triplo X e tem como alvo investigados suspeitos de abrir empresas offshores e contas no exterior para ocultar e disfarçar o crime de corrupção com o pagamento de propina.

A força-tarefa da Lava Jato descobriu também que o escritório Mossack e Fonseca, **responsável pela abertura da Murray Holdings e de outras offshores de Nelcy Warken, presa na manhã desta quarta-feira (27) também criou offshores de operadores do petrolão.

MOSSACK FONSECA & CO. BRAZIL tem como sócio administrador, Ricardo Honorio Neto.

JBS afunda em meio à nova fase da Lava Jato

São Paulo - As ações da JBS lideram as perdas do Ibovespa na manhã desta quarta-feira, caindo 5,26% na mínima.

Os papéis são impactados pela nova fase da Lava Jato, Wesley Batista, dono da JBS, estaria envolvido na Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras.

Uma planilha teria sido encontrada no computador da offshore Murray Holdings. O documento sugere que ele teria firmado contrato para prestar serviços de consultoria para o Grupo J&F.

A polícia federal encontrou também anotações na agenda do ex-diretor da Petrobras e delator da Lava Jato Paulo Roberto Costa, na qual citam valores supostamente recebidos do Grupo J&F que seriam divididos. Nessa indicação de partilha, há a sugestão de que parte do dinheiro seria devolvida ao grupo controlador da JBS.

A JBS-Friboi, maior processadora de carne bovina no mundo, foi citada na Operação Lava Jato, que desde março de 2014 investiga pagamento de propina por parte de grandes empreiteiras que obtinham vantagens em processos de licitação para grandes obras da Petrobras. O esquema envolvia grandes empresários e políticos corruptos. Não se sabe ao certo qual seria a participação da JBS, mas o fato é que a empresa da família Batista apareceu duas vezes nas investigações, antes da Lava Jato chegar na offshore Murray Holdings.

A primeira em dezembro de 2014 e a segunda em abril de 2015, nos dois casos por repasse de dinheiro para empresas de fachada de doleiros envolvidos na Lava Jato, R$ 800 mil na primeira vez e R$ 200 mil na segunda. Segundo o juiz federal Sérgio Moro, é necessário aprofundar as investigações, ‘não sendo possível afirmar por ora que (os pagamentos) eram destituídos de causa lícita’.

A empresa JBS é usada para lavar dinheiro do BNDES, segundo investigações da força-tarefa pelo doleiro Carlos Habib Chater, preso na operação Lava Jato. Habib é sócio do doleiro Fayed Treboulsi flagrado em escutas da Policia Federal de ter estado com, o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal

Apoio do BNDES ao JBS causou rombo de R$ 847,7 milhões, aponta relatório do TCU

Relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) apontou indícios de que o apoio do BNDES e o frigorífico JBS pode ter provocado um rombo de R$ 847,7 milhões ao banco. O prejuízo teria ocorrido durante três aquisições realizadas pela JBS entre 2006 e 2014.

“Na operação de apoio à aquisição da Swift USA existem indícios de possibilidade de dano de até R$ 69,7 milhões, equivalentes a aproximadamente 9,07 milhões de ações da JBS”, afirma relatório do Tribunal.

“Na operação seguinte, de apoio à aquisição das empresas Smithfield Beef e National Beef, a estimativa de dano atinge R$ 163,5 milhões, equivalentes a aproximadamente 27,67 milhões de ações da JBS”, prossegue o texto.

O documento continua: “Na última operação, de apoio à aquisição da Pilgrim’s Pride, a estimativa de dano advindo da elevação de preço das ações atinge R$ 266,7 milhões, equivalentes a aproximadamente 41,26 milhões de ações da JBS”.

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