11/10/2018 15h13 - Atualizado em 11/10/2018 15h13

Crime de meio milhão de reais que exterminou delegado fica guardado na gaveta da Justiça de MS.

Celso Bejarano – Top Midia News

Quinhentos mil reais em dinheiro vivo teria sido o valor pago a pistoleiros profissionais que, numa emboscada, mataram em junho de 2013, cinco anos atrás, a tiros, o delegado aposentado da Polícia Civil Paulo Magalhães de Araújo, à época com 57 anos de idade.

O processo da investigação soma 3.128 páginas e, nelas, aparecem nomes e sobrenomes de pessoas importantes e conhecidas na cidade que nem sequer foram chamadas para depor. O julgamento da dupla que teria matado o delegado já sofreu adiamentos, no último deles agendado para o mês de agosto próximo.

Um dos advogados sustentou na defesa que ia viajar para o exterior e, a outra advogada afirmou ter sido submetida a uma cirurgia na mão, daí a retardação do julgamento.

Consta no inquérito policial e no processo que o então guarda municipal, em Campo Grande, José Moreira Freire, o Zezinho, 44, foi quem atirou no delegado enquanto esperava a filha que saia da escola, dentro do carro.

Zezinho seguia na garupa de uma motocicleta conduzida por Rafael Leonardo dos Santos, à época do crime com 29 anos de idade. Antônio Benites Cristaldo, o Tony, 41, vigilante, amigo de Zezinho, segundo os investigadores do caso, estava perto da cena do crime, conduzindo um Fiat. Ele estaria "escoltando" os assassinos, agindo, assim, como co-autor do crime.

Logo depois do assassinato, pedaços do corpo de Rafael dos Santos, o que pilotava a motocicleta, foram achados no lixão, na saída de Sidrolândia. O rapaz foi morto e teve o corpo queimado. Foi identificado por meio de exames de DNA. Sua morte seria o que chamam no meio policial como queima de arquivo, meio de atrapalhar as investigações. Os dois processados pela morte por emboscada aguardam o julgamento em liberdade.

DENÚNCIAS

O delegado aposentado chefiava a organização não-governamental Brasil Verdade e polemizava assuntos venturosos, como supostas irregularidades implicando autoridades da magistratura e ainda do Ministério Público. Tais matérias eram publicadas no site da Ong, também comandado por Paulo Magalhães.

Logo depois do assassinato do delegado aposentado, espalhou-se pela cidade de Campo Grande, a informação de que a vítima teria, antes, distribuído ao menos uma dezena de "dossiês-sigilosos" que comprometeriam pessoas as quais Paulo Magalhães teria denunciado.

A notícia, contudo, foi refutada pela mulher do delegado, que prestou depoimento à polícia dias depois do crime. Ela. Defensora pública aposentada, disse que não havia dossiês e tudo que o marido denunciara já teria sido protocolado judicialmente pelo marido, ainda vivo.

No processo que investiga a emboscada que matou Paulo Magalhães, no dia 25 de junho de 2013, por volta das 17h30 minutos em frente a uma escola, no Jardim dos Estados, levanta-se a suspeita de que havia conexão entre a morte do delegado e a do jornalista Eduardo Carvalho, ocorrido em 21 de novembro de 2012, por volta das 21h30.

Carvalhinho, como era conhecido, havia tocado um jornal junto com Magalhães, sociedade desfeita depois de os dois se desentenderem. Eles não se falavam.

Parentes do delegado, no entanto, informaram no processo que Carvalhinho, antes da morte, teria mandado um e-mail a Magalhães em que pediu desculpas por motivo não esclarecido na mensagem. Carvalhinho foi morto em frente à casa, a tiros disparados por dois homens que estavam numa motocicleta. Ele morreu em novembro de 2012 e o delegado, junho de 2013, sete meses de diferença de um crime para o outro.

No processo da morte de Paulo Magalhães 20 pessoas foram incluídas como testemunhas, policiais que atenderam a ocorrências entre as quais. Já nomes de outras pessoas citadas no processo e que teriam motivações para ver morto o delegado aposentado não aparecem no rol das testemunhas.

Empresário de São Paulo denuncia e faz desafio a Juiz Odilon do PDT candidato ao governo de MS.

O juiz federal que ficou famoso por seu reconhecido combate ao tráfico de drogas, que inclusive inspirou produção cinematográfica, aposentou-se para ser candidato a governador de Mato Grosso do Sul, com ares de candidatura imbatível.

Tudo indica que não será tão fácil quanto se supunha. Odilon de Oliveira, o magistrado aposentado, tão logo manifestou como definitiva a sua disposição de concorrer ao cargo passou a ser alvo de um verdadeiro bombardeio nas redes sociais, que depõem contra a sua decantada austeridade e suposta vida pregressa irretocável.

Vem se destacando como um dos principais críticos de Odilon, um conhecido ativista das redes sociais, o empresário Eduardo Bottura, um verdadeiro disseminador de polêmicas.

Bottura tem quase 50 mil seguidores no Facebook e suas postagens se propagam numa velocidade indescritível.

O empresário tem questionado o caráter e a propalada honradez do juiz aposentado, inclusive fazendo postagens e questionamentos de sua eventual ligação com o jogo do bicho no estado.

Outro questionamento lançado, refere-se a um suposto desfalque ocorrido na vara em que Odilon atuava como juiz, quando ainda na ativa.

Bottura desafiou o juiz Odilon a processá-lo. Eis o desafio:

Informações Jornal da Cidade on Line.

JOGO DO BICHO

MS vira ‘terra de pistoleiros’ e polícia não prende mandantes de assassinatos de Policiais e Jornalistas.

Mato Grosso do Sul vem presenciando cenas de crimes que mais se assemelham a faroeste cinematográfico. Pessoas são executadas em plena luz do dia em emboscadas e os atiradores e mandantes de crimes quase nunca têm identidade revelada pois nem mesmo chegam a ser presos. Outra semelhança nos casos é o discurso evasivo de autoridades policiais para comentar os assassinatos, principalmente os que há muito tempo estão sem solução.

Os homicídios podem não ter os mesmos mandantes e executores, mas estão inter-relacionados por alguns pontos: as vítimas eram conhecidas por expor na mídia histórias que colocavam em risco autoridades, sensacionalistas no caso de alguns, enquanto outros incomodavam o alto escalão, como no caso de o ex-delegado Paulo Magalhães, aliás, entre este último, Paulo Rocaro e Eduardo Carvalho, que trabalhavam na imprensa – mortos em 2012 – há ainda a coincidência de os três serem ex-policiais.

Jogo do bicho pode estar envolvido na morte de delegado, crê promotor.

27/11/13

Guarda municipal e segurança são acusados de participar da execução de Paulo Magalhães (Foto: Marcos Ermínio)

Durante a primeira das três audiências sobre a morte do delegado aposentado Paulo Magalhães, realizada nesta quinta-feira (21), o promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri levantou a hipótese de o crime estar envolvido com o jogo do bicho. O policial foi assassinado a tiros no dia 25 de junho em frente à escola onde a filha estudava, na Rua Alagoas, no Jardim dos Estados, em Campo Grande.

De acordo com o promotor, "o crime é extremamente complexo e tem uma organização criminosa por trás dele, que pode ter relação com o jogo do bicho". Para Humberto, agora, é necessário saber quem foi o mandante do assassinato.

Humberto ainda afirmou que a maioria das pessoas banaliza o jogo do bicho e sabe que a prática pode estar envolvida com vários tipos de crimes. "Alguém tem que puxar o gatilho. Eles (mandantes) só vão renovando os pistoleiros", diz em relação aos idealizadores dos assassinatos.

Audiência – Aconteceu, nesta quinta-feira, a primeira audiência que escuta os envolvidos na morte de Paulo Magalhães. O guarda municipal José Moreira Freires, 40 anos, e o segurança Antônio Benites Cristaldo, 37, são acusados de participar do assassinato, sendo que Freires é apontado pela polícia como o pistoleiro.

Ao todo, 20 pessoas devem prestar depoimentos no Fórum de Campo Grande. Só na manhã, 11 testemunhas de acusação disseram o que sabiam na frente dos réus, de advogados, do promotor de Justiça e do juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluizio Pereira dos Santos. Nesta tarde, outras seis serão ouvidas. Três faltaram e podem ser reconvocadas.

No próximo dia 12 serão ouvidos os depoimentos de testemunhas de defesa de Benites. Já no dia 18, testemunhas de Freires prestarão depoimentos.

Os depoentes na manhã de hoje eram, em sua maioria, policiais e pessoas que tinham envolvimento com a moto utilizada no crime, uma Honda CB 300 vermelha e um guarda municipal que morava com Freires em uma estância na região da Avenida Três Barras.

As primeiras testemunhas a prestarem depoimentos tiveram envolvimento com a moto. Uma senhora moradora da Vila Popular comprou o veículo para a filha, que engravidou e, junto com o marido, decidiu vender a moto.

De acordo com as afirmações, a motocicleta foi passando de mão em mão, sem trocar a documentação, já que estava atrasada. Ao todo, foram três negociações de compra e venda até o veículo chegar às mãos de Antônio.

Depois de comprar o veículo e usá-los por alguns dias, Antônio pediu sigilo sobre a negociação. Ele falou que o veículo estava envolvido em um boletim de ocorrências. As testemunhas também disseram que o segurança era temido no bairro, além de ser conhecido por trabalhar para o dono do jogo do bicho.

Encontro ao acaso – Durante o depoimento de testemunhas foi relatado o encontro ao acaso que policiais da Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos) tiveram com acusados Freires e Rafael Leonardo dos Santos, 29. Este último foi encontrado morto próximo ao lixão, carbonizado, sem a cabeça, os pés e os braços, dias após o assassinato de Magalhães.

Uma viatura descaracterizada da Derf seguia para o Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros), um dia após o assassinato de Magalhães, quando um Fiat Pálio com placas de outro estado chamou a atenção dos policiais por que estava em alta velocidade e tinha os vidros escuros.

Após abordagens, os policiais liberaram os dois ocupantes do veículo, já que a documentação estava correta e eles não apresentaram nervosismo. Dentro do carro estavam Freires e Rafael. O primeiro se apresentou como guarda municipal e o segundo como trabalhador autônomo.

Quando chegaram ao Garras, os policiais da Derf comentaram sobre a abordagem do veículo. Imediatamente, os policiais do Garras perceberam que o Pálio abordado tinha semelhanças ao carro que dava cobertura para a moto CB 300 no dia do assassinato do delegado.

Os policiais das duas delegacias foram ao local da parada e pegaram imagens de segurança de um comércio. Após análises, eles verificaram que o veículo era semelhante ao utilizado na cobertura da moto no dia do crime.

As investigações do assassinato foram conduzidas pelo Garras, pela 1ª Delegacia de Polícia e pela DEH (Delegacia Especializada de Homicídios) conforme denuncias iam surgindo, além de informações que eram repassadas pelo setor de inteligência da Polícia Civil.

Posições – O advogado de defesa de Freires, Renê Siufi, afirma que os depoimentos das testemunhas foram contraditórios e que a polícia não avançou nas investigações. "A polícia usou uma linha de investigação e insistiu nessa linha", avalia.

O magistrado evitou falar sobre o assunto. "Tudo ainda está em fase de apuração", afirmou Aluizio Pereira dos Santos. Ele também lembrou que o advogado entrou com pedido de HabeasCorpus, que ainda será julgado pelo Tribunal de Justiça.

Freires já teve um pedido liberdade provisória negado por Santos, que justificou a decisão, na época, pela repercussão do caso e pelos indícios de autoria.

O histórico de mortes violentas e que não chegaram a ser desvendadas por completo começaram em outubro de 1997. O radialista Edgar Lopes de Faria, 48 anos, foi alvejado por tiros quando se dirigia à rádio FM Capital, no centro de Campo Grande, na qual apresentava o programa "Escaramuça", seu apelido. Faria morreu no local do crime. As motivações para o assassinato também são ligadas à denúncias sobre a participação de policiais da cidade de Dourados (MS) em grupos de extermínio, corrupção de políticos e policiais. O caso segue impune.

Em Julho de 2008, Betão depõe sobre morte de sócio de semanário Boca do Povo.

Alberto Aparecido Roberto Nogueira, o Betão, 47 anos, que está preso no Presídio Federal de Campo Grande, foi ouvido no inquérito policial da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deco) que apura a morte de Edgar Pereira, sócio do semanário "Boca do Povo". Ele também acabou sendo interrogado sobre outros crimes de grande repercussão ocorridos na Capital e, inclusive, sobre a acusação de ser pistoleiro do narcotraficante Fernandinho Beira-Mar.

De acordo com o titular da Deco, delegado Paulo Braus, Betão foi ouvido há cerca de 15 dias. Edgar Pereira foi assassinado com 12 tiros no dia 9 de junho de 2003. O caso está em sigilo e o delegado apenas disse que "várias pessoas" estão sendo ouvidas sobre o assassinato.

De acordo com o advogado de defesa, José Roberto Rodrigues da Rosa, o funcionário público negou qualquer participação no assassinato do sócio do "Boca do Povo". Ele também negou participação em outros homicídios de grande repercussão investigados pela Deco. Betão prestou depoimentos sobre crimes envolvendo a máfia dos caça-níqueis. "Ele negou ter conhecimento", destacou.

Suspeito de matar Betão teria sido vítima de ‘queima de arquivo’, diz polícia.

Mais de uma semana após a família de Mauro Andino Ocampos Lopez, de 26 anos, registrar o desaparecimento do rapaz e do amigo Oscar Ferreira Leite Neto, de 30 anos, a polícia paraguaia segue investigando o caso. Novas informações apontam que Mauro ainda foi visto na noite do dia 5, depois de sair com Oscar de um encontro marcado no Shopping China.

A princípio, a família de Mauro disse que ele foi visto pela última vez no dia 5 com Oscar, suspeito de participar da morte do investigador Anderson Celin Gonçalves da Silva, de 36 anos, e Alberto Aparecido Roberto Nogueiro, de 55 anos, o ‘Betão’, em abril de 2016. Os dois foram vistos saindo do Shopping China à tarde, na divisa com Ponta Porã, na Hilux placa BJP-26 do Paraguai.

No entanto, a Divisão de Homicídios da Polícia Nacional do Paraguai chegou até a informação de que Mauro ainda foi visto na noite do dia 5, por volta das 23 horas. Até o momento, a suspeita é que os dois tenham sido chamados para um encontro no Shopping China e de lá Oscar teria ido até Sanga Puitã, onde desapareceu.

Já Mauro teria passado na frente da casa onde morava por volta das 23 horas, com a Hilux, e depois disso não foi mais visto. A suspeita é de que ele buscaria alguma coisa na casa, mas por motivos ainda não informados, não parou com a camionete no local. Na residência foram encontradas roupas, documentos e outros pertences dos desaparecidos, dando a entender que teriam saído apressados para o encontro no shopping.

A polícia paraguaia já trabalha com a hipótese de que Oscar e Mauro tenham sido assassinados, mas as investigações ainda não levaram à comprovação dos fatos. Ainda para a polícia, há suspeita de que o caso seria uma ‘queima de arquivo’, por conta do envolvimento de Oscar com o homicídio de Betão.

Homicídio e prisão

‘Oscarzinho’ é filho de um vereador de Bela Vista e um dos suspeitos da morte do investigador da Polícia Civil Anderson Celin e do pistoleiro ‘Betão’. Os corpos dos dois foram encontrados totalmente carbonizados na manhã no dia 21 de abril de 2016, dentro da carroceria de uma camionete Hilux que estava abandonada na MS-384, na entrada de Bela Vista, a 323 quilômetros de Campo Grande.

No dia 2 de outubro, Oscar acabou preso durante uma fiscalização eleitoral da Polícia Federal ao ser flagrado com um revólver Magnum calibre 22, enquanto trabalhava com um político de Caracol, cidade distante 384 quilômetros da Capital. Na época, ele afirmou para a polícia ter comprado a arma por R$ 800 para se defender, já que estava recebendo ameaças por conta do duplo homicídio.

O flagrante foi transformado em prisão preventiva e ‘Oscarzinho’ ficou detido aproximadamente 2 meses até conseguir um habeas corpus. Mas, no dia 30 de janeiro, voltou a ter a prisão preventiva decretada pelo diretor da 1ª Vara de Bela Vista por "descumprimento de medida cautelar" determinada quando recebeu a liberdade. Desde de então, segundo a justiça, o suspeito estava foragido e morando no Paraguai.

Delegado Paulo Magalhães antes de ser assassinado por pistoleiros, denunciou AUTORIDADES de MS no CNJ, com envolvimento com o crime organizado "Jogo do Bicho"

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Colaborou Midiamax e CG news.

Fonte: Top Mídia