11/06/2017 09h45 - Atualizado em 11/06/2017 09h45

Doleiro de Cunha vai delatar Marun, diz Força Tarefa da Lava Jato

Fabiano Portilho
 

Um dos integrantes da Força Tarefa da Lava Jato disse que Lúcio Funaro, resolveu fazer delação premiada. "Conversei com ele. Ele vai delatar, está preparando uma delação premiada no qual envolve o PMDB, Temer e o Presidente da Reforma da Previdência", disse

O operador de propinas Lucio Bolonha Funaro, aliado do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do PMDB em Mato Grosso do Sul em especial da Senadora Simone Tebet, Senador Waldemir Moka, André Puccinelli e do Deputado Federal Carlos Marun, vai falar o que sabe sobre corrupção ao Ministério Público Federal. A prisão da irmã Roberta Funaro, com cerco contra ela para provar seu papel de recebedora da mesada de R$ 400 mil, em troca de seu silêncio, foi um dos fatores que mais pesaram na decisão de buscar um acordo de delação premiada.

Conforme investigações a Eldorado do Grupo JBS, uma das maiores fábrica de Celulose do mundo, instalada em Três Lagoas e investigada na LAVA JATO E LAMA ASFÁLTICA, pagou cerca de R$ 33 milhões em contratos, mas que na verdade era propina para Lúcio Bolonha Funaro, que é apontado como operador do deputado Eduardo Cunha (PDMB).

Parte desses R$ 33 milhões em propina foram destinados a Eduardo Cunha no valor de R$ 9,4 milhões, já os outros R$ 9 milhões foram repassados a PROTECO de João Amorim e outras empresas investigadas na Lava Jato e Lama Asfáltica, Puccinelli usou Proteco de Amorim para receber R$ 9,5 Milhões de propina da JBS, diz Lama Asfáltica

Marun além de ter recebido dinheiro de João Amorim durante as campanhas de 2010 e 2014 foi flagrado num grampo telefônico com o chefe da organização criminosa desbaratada pela Policia Federal no âmbito Lama Asfáltica. Acompanhe - vídeo

Conforme investigações no âmbito Lama Asfáltica e Lava Jato que se avançam, planilhas apreendidas na casa de ex-secretário adjunto da Fazenda do estado de Mato Grosso do Sul André Cance aponta que propinas eram mascaradas em forma de doações eleitorais.

O documento aponta pagamento de R$ 5 milhões feitos pela JBS. No material apreendido, uma das planilhas foi denominada "créditos utilizados com base no TA 862/2013-Friboi". Um termo de acordo, de mesma numeração, com a JBS S.A. foi publicado em 23 de agosto de 2013 no Diário Oficial do Estado.

Outra planilha informa débitos, créditos e saldos. De acordo com a CGU (Controladoria-Geral da União), houve registro de débito de R$ 5 milhões com histórico "doação" em 14 de julho de 2014.

Numa rápida consulta no sistema de prestação de contas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostra que a JBS fez doação de R$ 5 milhões ao comitê financeiro do PMDB no Estado em 17 de julho de 2014.

O dinheiro de propina mascarado em forma de doações, segundo os investigadores da Lama Asfáltica foram repassados pela empresa JBS, principal alvo da nova fase ao diretório do PMDB que irrigou os seguintes candidatos em 2014; Nelson Trad filho, que concorreu para governo do estado e que recebeu R$ 3.260.000,00 - três milhões e duzentos e sessenta mil reais. Simone que concorreu pelo Senado e ganhou recebeu R$ 1.720.000,00 - um milhão setecentos e vinte mil reais. Pela ordem de valor mais alto entre os deputados do partido estão Geraldo Resende (PMDB), recebeu R$ 300.000,00 – trezentos mil reais; Tereza Cristina (PSB) – que recebeu R$ 103.000,00 - cento e três mil reais e Carlos Marun (PMDB), que também recebeu R$ 103.000,00.

Marun na mira da PGR e PF

Se não defendesse tanto com 'unhas e dentes', o ex-Presidente da Câmara Eduardo Cunha e o ex-Governador André Puccinelli que foi preso na última Operação Lama Asfáltica e agora o Presidente Interino Michel Temer (PMDB), Carlos Marun, Presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, talvez passaria até despercebido dos olhares atentos dos investigadores, mas esta fidelidalidade canina e seus maiores empresas colaboradores como maiores devedores da Previdência atrairam a atenção dos investigadores, tanto da Lama Asfáltica, quanto da Lava Jato.

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