04/06/2017 17h22 - Atualizado em 04/06/2017 17h22

Escândalo dos Aloprados 2.0: Doleiro e Dono de Curtume de MS financiou dossiê contra Serra do PSDB, diz PF

Fabiano Portilho
 
O mega empresário paranaense e dono do Curtume INDUSPAN Dirceu Betoni na feijoada oferecida pelo Juiz Federal Odilon de Oliveira em sua residência. Ao lado de Dirceu, Adriano Magno de Oliveira, filho do Juiz e irmão do vereador Odilonzinho do PDT e Jamilson Namme, O mega empresário paranaense e dono do Curtume INDUSPAN Dirceu Betoni na feijoada oferecida pelo Juiz Federal Odilon de Oliveira em sua residência. Ao lado de Dirceu, Adriano Magno de Oliveira, filho do Juiz e irmão do vereador Odilonzinho do PDT e Jamilson Namme, "dono do PDT" e pretenso candidato a deputado estadual e presidente da AL-MS. Logo abaixo dispenso nomes, é conhecido da galera.

Existe uma GRANDE SUSPEITA que assim como foi feito com o ex-Governador do Estado de São Paulo, José Serra em 2006, pessoas ligadas ao PT e PMDB ESTEJAM fazendo a mesma coisa com o Governador Reinaldo Azambuja (PSDB-MS) com intuito de inviabiliza-lo politicamente para 2018, e com isto repetindo o escândalo conhecido como 'OS ALOPRADOS" naquele corrente ano, mas só que na versão tupinquim 2.0.

Entenda o caso

No dia 15 de setembro de 2006, a apenas duas semanas do primeiro turno das eleições, integrantes do PT foram presos pela Polícia Federal em um hotel de São Paulo ao tentar comprar um dossiê contra o então candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra. O então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tentando diminuir a importância do episódio, afirmou que aquilo era obra de "um bando de aloprados", expressão pela qual o caso é lembrado até hoje.

Foram presos em flagrante Valdebran Padilha que tinha US$ 109.800 mil e mais R$ 758 mil em dinheiro e Gedimar Passos, com US$ 139 mil e mais de R$ 400 mil em dinheiro. Ao todo, os dois tinham R$ 1,7 milhão. Valdebran era empresário e havia sido tesoureiro do PT em Mato Grosso em 2004. Gedimar, havia sido agente da PF e se apresentava como advogado do PT. O dinheiro seria usado para comprar um dossiê envolvendo Serra, ex-ministro da Saúde, no escândalo da Máfia dos Sanguessugas. O dossiê, que se revelou ser falso, seria vendido pelos empresários Darci Vedoin e seu filho, Luiz Antônio Vedoin, donos da empresa Planam, pivô do escândalo das sanguessugas.

Entre os petistas presos em flagrante, estavam integrantes da campanha de Aloizio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo, adversário direto de Serra na disputa, e pessoas próximas ao presidente Lula. Segundo apurou a Polícia Federal, os contatos entre os Vedoin e os integrantes do PT envolvidos no caso se iniciaram no dia 15 de agosto de 2006.

PF indentifica a Deboni Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários de MS

Naquela época a Polícia Federal identificou 20 distribuidoras e corretoras de valores que receberam dólares em operações cambiais do banco Sofisa, destino inicial no Brasil das notas em moeda americana usadas por petistas como parte do pagamento do dossiê contra José Serra. Dessas 20 instituições financeiras, a PF concentra as investigações em sete, devido ao volume de dólares operado entre os dias 18 de agosto e 14 de setembro de 2006.

A primeira data se refere ao dia em que um dos lotes dos dólares apreendidos foi recebido pelo Sofisa. A segunda se deve ao fato de a PF ter constatado que o dinheiro já estava nas mãos dos petistas Gedimar Passos e Valdebran Padilha.

Das sete corretoras, duas já haviam sido divulgadas pela Folha, a Action e a EBS. As outras cinco são: Dillon DTVM, Confidence Corretora de Câmbio, Fitta DTVM, Didier Levy e a Deboni Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários. Entre o banco Sofisa e essas sete corretoras, a PF já identificou 532 operações com dólar. Duas chamaram a atenção, pelo volume e as datas: no dia 3 e a no dia 12 do mês de setembro de 2006, e umas das que chamaram a atenção? Deboni Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários de Campo Grande (MS).

A Deboni fica localizada na Av. Afonso Pena, 5723 sl. 1707. Ed. Evolution Business Center na capital sul-mato-grossense. O dono é o empresário Dirceu Raveda Betoni, dono do Curtume Induspan Industria E Comercio De Couros Pantanal Ltda. Dirceu é amigo e conterrâneo do estado do Paraná de José Alberto Berger do Curtume Braz Peli, autor da denúncia no FANTÁSTICO da suspota propina realizada por servidores da Secretária de Fazenda de Mato Grosso do Sul.

Operações e Financiamentos em outros estados ao PT

O dono da Induspan, Dirceu Betoni tem operações em outros estados como Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso, com as seguintes empresas; Incorporadora Santa Genoveva, M. D. Factoring Ltda. - ME, Santa Genoveva Comercio de Couros Ltda - ME, todos em Curitiba (PR), Construtora e Incorporadora Marins Ltda, que esta em nome de Rita De Cassia Marins Dallago e Deboni Distribuidora de Titulos e Valores Mobiliarios Ltda, que está em nome de João Eduardo Marins e Agropecuaria Angelita Ltda em nome de Antonio Deboni.

"Dos seis ofícios que nós expedimos para os estados, dois já foram retornados com informações de fraude em relação a este empresário. O total de notas emitidas pela INDUSPAN a serem averiguadas ultrapassa os R$ 5 bilhões, porque ela lida com EXPORTAÇÃO e ai entra a Policia Federal, COAF e Receita Federal e até agora foram analisados R$ 4,634 milhões.", disse um dos investigadores.

Por outro lado, a INDUSPAN do empresário Dirceu Deboni vem financiando o PT e o PMDB e seus membros e até o filho do Juiz Federal Odilon de Oliveira desde 2004. Acompanhe:

Em 2014 por exemplo a Induspan doou a Campanha do Senador Delcídio do Amaral ao Governo do Estado, R$ 300 mil reais, **já para o Diretório Estadual do PT a qauntia de R$ 600 mil reais. Mas não para por ai, doou também para o Deputado Federal Carlos Marun (PMDB), defensor de TEMER, Puccinelli e Cunha, todos na MIRA ou presos por alguma Operação da Policia Federal. É sabido por todos que em 2014, o Coordenador de Campanha de Delcídio era o suplente de Senador Pedro Chaves (PSC). Já em 2006, em sua primeira campanha para Deputado Federal Dagoberto Nogueira Filho recebeu o valor de R$ 20.000,00 do Curtume **

Ligações em MINAS

A INDUSPAN do polivalente empresário e agora DOLEIRO Dirceu Betoni financiou também o Deputado Federal do PT em R$ 200 mil, Odair Cunha, que foi eleito presidente estadual do Partido dos Trabalhadores em 2013. No ano seguinte, teve a importante missão de coordenar a campanha de Fernando Pimentel ao Governo de Minas.. Pimentel é alvo de diversas investigações no STF no que tange a LAVA JATO.

Atualmente Odair Cunha é braço-direito de Pimentel e seu Secretário de Governo, no qual é responsável por articular e coordenar a ação política entre o Governo do Estado com prefeitos, Assembleia Legislativa e Congresso Nacional, além de participar efetivamente da tomada de importantes decisões que envolvem o funcionalismo público e órgãos do Estado.

Uma coisa chama a atenção dos Corregedores do TRF3 que já fizeram uma devassa na 3ª Vara Federal comandada por Odilon, é que Dirceu Roveda Deboni, dono do Curtume Induspan e principal doador do Vereador Odilon de Oliveira Junior (PDT), filho do Juiz Federal Odilon de Oliveira é testemunha de Clair Assunto Smaniotto preso por Agentes da Receita Federal e Policia Federal em Ponta Porá por Contrabando e Descaminho num processo no qual Odilon de Oliveira é o Magistrado Julgador.

Somente na auditoria que envolve a Induspan, que vai ser instaurada, há mais de R$ 5 bilhões em notas emitidas que podem ter sonegação fiscal envolvida NUM ESQUEMA GRANDIOSO DE SONEGAÇÃO FISCAL DE EXPORTAÇÃO

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