02/06/2017 21h11 - Atualizado em 02/06/2017 21h11

Manifesto contra OAB-MS e Azambuja é usado por advogado da banca de Fábio Trad para recuperar cargo de R$ 11 mil

Fabiano Portilho
 
Dijalma Mazali Alves e Lúcio Flávio Dijalma Mazali Alves e Lúcio Flávio

Muito se falou durante a semana de um texto, assinado por 101 advogados, no qual vários deles defensores de investigados da Lava Jato, Lama Asfáltica, Coffee Break e ADNA e Uragano que está sendo continuamente publicado num site da capital, no qual o suposto líder da famigerada trupe tem uma "coluna".

Na carta de repúdio, os advogados classificam que estão sofrendo uma espécie de "censura" da OAB-MS. O documento que foi protocolado na sede da Ordem, na tarde da sexta-feira passada (26), em Campo Grande fala em solidariedade aos colegas que expressaram seus pensamentos a respeito das obrigações constitucionais da Ordem, questionando por que a diretoria em MS ajudou a pedir o impeachment do presidente Michel Temer (PMDB) e não do governador Reinaldo Azambuja, citado na mesma delação premiada dos donos e executivos da JBS e agora reclamam que o dirigente da entidade seria 'omisso' diante de publicações ofensivas a advogados em Campo Grande, mas o texto assinado por Dijalma Mazali e Lúcio Flavio Sunazokawa escondem a verdade!

A VERDADE RESTABELECIDA E 101 ADVOGADOS USADOS COMO MASSA DE MANOBRA

Estranhamente 1 dia após ser exonerado do Status de Assessor do Governo do Estado, o advogado Lúcio Flávio Joichi Sunakozawa que pertence a banca de advogados de Fábio Trad em Dourados, no qual foi seu Conselheiro Federal em sua gestão (2006 - 2010) partiu para OFENSIVA contra o Governo de Reinaldo Azambuja (PSDB) e OAB-MS.

No Cargo em Comissão de Assessoramento Superior, Símbolo DGA-Esp, na Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica do Governo Reinaldo Azambuja até dia 16 de Maio, o advogado Lúcio Flávio Joichi Sunakozawa, Presidente do PROS em MS sequer queria assinar quaisquer "manifesto" contra o Governo do Estado do Mato Grosso do Sul, no qual estava TIRANDO um rendimento poupudo de R$ 11 mil mensais, mas no dia 17 de MAIO mudou seu pensamento, porque será?

Acompanhe:

Desde que perdeu o cargo, Lúcio Flávio Sunakozawa não deixa o Governo de Reinaldo em paz. Lúcio Flávio é sócio no escritório de advocacia Raul Canal e Advogados Associados e que foi alvo de mandados de busca e apreensão na Operação Crátons, desmembramento da Lava Jato para combater a extração e comercialização ilegal de diamantes em terras dos índios cinta-larga, em Rondônia e que também investiga o elo com o doleiro Carlos Habib Chater da JBS.

Com sede em Brasília e ramificações em diversos estados, incluindo Mato Grosso do Sul, Lúcio Flávio é Presidente do PROS em MS, do qual Raul Canal é Presidente Nacional.**

Conforme o site oficial do próprio escritório, o Raul Canal & Advogados Associados é sócio do escritório Baruffi, Sunakozawa, Prado, Gusman e Advogados Associados, localizado nos municípios de Campo Grande e Dourados, que é de responsabilidade de Lúcio Flávio Joichi Sunakozawa, presidente do diretório regional do PROS desde maio de 2015, mesmo partido de Raul Canal, que possui uma cadeira de secretário na Executiva Nacional.

O escritório de Raul Canal também é associado ao escritório de advocacia Paulo Estevão da Cruz e Souza. Filho do ex-presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado) e ex-deputado federal de Mato Grosso, Horácio Cerzósimo, o advogado Paulo Estevão é vice-presidente do PTB, partido que acolheu e entregou a direção estadual para o ex-prefeito Nelsinho Trad (antes no PMDB), abrindo caminhos para uma possível candidatura ao Executivo de Mato Grosso do Sul.

Já por outro lado que assina, o advogado Dijalma Mazali Alves, foi candidato à Secretaria-Geral na chapa de Afeife Mohamad Hajj pela OAB, apoiado pelo ex-Presidente da OAB-MS Fábio Trad. Djalmaé procurador e advogado do empresário Jean Michel Marsala Junior um dos investigados e denunciados à Justiça pelo MPE (Ministério Público Estadual), no âmbito da Operação Midas, deflagrada pelo Gaeco.

A suspeita é que o grupo criminoso tenha movimentado R$ 10 milhões em propina. Marsala também investiu na campanha do ex-presidente da Câmara Municipal Mario Cesar em 2012, o valor de R$ 100 mil reais. Mario é acusado pelo GAECO e Policia Federal por corrupção e ligação com organização criminosa comandada por André Puccinelli, João Amorim e André Cance.

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