13/05/2017 04h54 - Atualizado em 13/05/2017 08h54

Organização Criminosa comandada por Puccinelli opera desde 97, aponta PF

Fabiano Portilho
 

"Mesmo após o fim de seu mandato, André Puccinelli continua sendo um dos homens mais poderosos e influentes de Mato Grosso do Sul". A declaração foi dada pelo delegado da Polícia Federal, Cleo Mazzotti, ao pedir prisão preventiva do ex-governador do Estado.

No pedido, a polícia reforça a necessidade da prisão do ex-governador, alegando que ele representa grave risco à ordem pública, "porquanto pode, a qualquer momento, fazer uso de sua poderosa influência para a prática criminosa exposta nesta representação".

Puccinelli é investigado pelos crimes de peculato doloso, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e por fazer parte de organização criminosa. Os crimes estão relacionados à contratação da Gráfica Alvorada, isenção fiscal concedida à JBS e transações envolvendo a MB, Proteco e Águas Guariroba.

Para a polícia, Puccinelli é "um dos coordenadores da organização criminosa" e há indícios de que a prática de novos crimes continuou mesmo depois do fim do mandato de governador do Estado.

Prova disto é que o dono da Gráfica Alvorada, Mirched Jafar Junior e André Luiz Cance operavam como lobistas intermediando junto ao governo do estado e prefeitura municipais, no qual privilegiavam as empresas do grupo como a, JBS, a Águas Guariroba, concessionária de água e esgoto de Campo Grande, a HBR Medical, que fornece programas de computador para clínicas e hospitais e a H2L, especializada em soluções para documentos. outras integrantes da organização.

Outro indício de irregularidade, segundo a PF, Mirched Jafar Junior, outro integrante da organização fez transferência de dinheiro que ficaram caracterizadas como pagamento de propina.

Entenda o caso

No dia 9 de julho de 2015, a Polícia Federal (PF) descobriu um gigantesco esquema envolvendo empresas que movimentaram bilhões de reais em contratos fraudulentos em Mato Grosso do Sul. Segundo a PF, elas agiam no governo estadual e também em prefeituras.

Segundo relatório da Operação obtido com exclusividade pelo i9, a organização criminosa comandada por André Puccinelli, foi implantado desde 1997, com a eleição de Puccinelli a prefeitura de Campo Grande, dando prosseguimento com seu sucessor Nelson Trad Filho, e se fortaleceu ainda mais com Puccinelli Governador.

Conforme o documento que foi encaminhado a Procuradoria Geral da República, empresários, políticos, funcionários públicos "trabalhavam" em sintonia, no que se referia em; fraudes em licitações, super-aditivos desnecessários, com intuito de pagar propinas e doações milionárias para candidatos da organização criminosa.

A organização criminosa comandada por André Puccinelli, possui inúmeras ramificações, como; Ministério Público Estadual, Tribunal de Justiça, Câmaras Municipais, Prefeituras, Assembléia Legislativa e Tribunal de Contas do Estado. No qual prejudicou enormemente o desenvolvimento do estado, sendo incalculável o prejuízo.

Acompanhe o relatório na íntegra:

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