16/05/2017 10h47 - Atualizado em 16/05/2017 10h47

PF e PGR investigam Presidente da Reforma Especial da Previdência em esquema de propina em MS

Fabiano Portilho
 
Eduardo Cunha e Carlos Marun Eduardo Cunha e Carlos Marun

A Polícia Federal deflagrou, nesta última quinta-feira (10), a Operação Lama Asfáltica denominada "Maquinas de Lama", que investiga um esquema de pagamentos de propina oriunda de dinheiro desviado de contratos com órgãos públicos para agentes políticos em Mato Grosso do Sul, o alvo principal é a empresa JBS.

Conforme investigações, planilhas apreendidas na casa de ex-secretário adjunto da Fazenda do estado de Mato Grosso do Sul André Cance aponta que propinas eram mascaradas em forma de doações eleitorais.

O documento aponta pagamento de R$ 5 milhões feitos pela JBS. No material apreendido, uma das planilhas foi denominada "créditos utilizados com base no TA 862/2013-Friboi". Um termo de acordo, de mesma numeração, com a JBS S.A. foi publicado em 23 de agosto de 2013 no Diário Oficial do Estado.

Outra planilha informa débitos, créditos e saldos. De acordo com a CGU (Controladoria-Geral da União), houve registro de débito de R$ 5 milhões com histórico "doação" em 14 de julho de 2014.

Numa rápida consulta no sistema de prestação de contas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostra que a JBS fez doação de R$ 5 milhões ao comitê financeiro do PMDB no Estado em 17 de julho de 2014.

O dinheiro de propina mascarado em forma de doações, segundo os investigadores da Lama Asfáltica foram repassados pela empresa JBS, principal alvo da nova fase ao diretório do PMDB que irrigou os seguintes candidatos em 2014; Nelson Trad filho, que concorreu para governo do estado e que recebeu R$ 3.260.000,00 - três milhões e duzentos e sessenta mil reais. Simone que concorreu pelo Senado e ganhou recebeu R$ 1.720.000,00 - um milhão setecentos e vinte mil reais. Pela ordem de valor mais alto entre os deputados do partido estão Geraldo Resende (PMDB), recebeu R$ 300.000,00 – trezentos mil reais; Tereza Cristina (PSB) – que recebeu R$ 103.000,00 - cento e três mil reais e Carlos Marun (PMDB), que também recebeu R$ 103.000,00.

Marun na mira da PGR e PF

Se não defendesse tanto com 'unhas e dentes', o ex-Presidente da Câmara Eduardo Cunha e agora o ex-Governador André Puccinelli que foi preso na última quinta-feira pós Operação Lama Asfáltica, Carlos Marun, Presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, talvez passaria até despercebido dos olhares atentos dos investigadores, mas esta fidelidalidade canina e seus maiores empresas colaboradores como maiores devedores da Previdência atrairam a atenção dos investigadores, tanto da Lama Asfáltica, quanto da Lava Jato.

‘Chefe de Marun’, Eduardo Cunha recebeu propina de quase R$ 1 Mi em MS, diz PF

Só para se ter uma idéia, a Caixa Ecônomica Federal e JBS seus "maiores parceiros" lideram como as maiores inadimplentes da Previdência Social no Brasil. É sabido que Eduardo Cunha, "Chefe" de Marun antes de ser preso era quem comandava, controlva a Caixa e que na época sob seu comando, Carlos Marun, Secretário de Habitação na época recebeu muito incentivo através da Caixa para construção de conjuntos habitacionais em MS no programa "Minha Casa Minha Vida".** No útlimo dia 05 de maio a Policia Federal e a Procuradoria da República pediram ao STF autorização para investigar o Presidente da Comissão, conforme veremos logo abaixo no inquério 4247 do STF

Enquanto ele (Marun) e Temer propõe que o brasileiro trabalhe por mais tempo para se aposentar, a reforma da Previdência Social ignora os R$ 426 bilhões que não são repassados pelas empresas ao INSS. O valor da dívida equivale a três vezes o chamado déficit da Previdência em 2016. Esses números, levantados pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), não são levados em conta na reforma do governo Michel Temer.

"O governo fala muito de déficit na Previdência, mas não leva em conta que o problema da inadimplência e do não repasse das contribuições previdenciárias ajudam a aumentá-lo. As contribuições não pagas ou questionadas na Justiça deveriam ser consideradas [na reforma]", afirma Achilles Frias, presidente do Sindicado dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz).

A maior parte dessa dívida está concentrada na mão de poucas empresas que estão ativas. Somente 3% das companhias respondem por mais de 63% da dívida previdenciária. A procuradoria estudou e classificou essas 32.224 empresas que mais devem, e constatou que apenas 18% são extintas. A grande maioria, ou 82%, são ativas.

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