17/05/2017 07h49 - Atualizado em 17/05/2017 07h49

Trad recebeu a maior propina da JBS via PMDB, aponta investigação da Lama Asfáltica

Fabiano Portilho
 

Conforme investigações da Operação Lama Asfáltica, planilhas apreendidas na casa de ex-secretário adjunto da Fazenda André Cance aponta que propinas eram mascaradas em forma de doações eleitorais.

As planilhas encontradas pelos investigadores da Lama Asfáltica na casa de André Luiz Cance, ex-secretário adjunto da Sefaz (Secretaria Estadual de Fazenda) vinculam pagamentos de propina para a campanha eleitoral de 2014 para o PMDB.

O documento aponta pagamento de R$ 5 milhões feitos pela JBS. No material apreendido, uma das planilhas foi denominada "créditos utilizados com base no TA 862/2013-Friboi". Um termo de acordo, de mesma numeração, com a JBS S.A. foi publicado em 23 de agosto de 2013 no Diário Oficial do Estado. Outra planilha informa débitos, créditos e saldos. De acordo com a CGU (Controladoria-Geral da União), houve registro de débito de R$ 5 milhões com histórico "doação" em 14 de julho de 2014

Numa rápida consulta no sistema de prestação de contas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostra que a JBS fez doação de R$ 5 milhões ao comitê financeiro do PMDB no Estado em 17 de julho de 2014.

Destes R$ 5 milhões apontado nesta planilha, os investigadores acreditam que estes R$ 3.260.000,00 - três milhões e duzentos e sessenta mil reais, de Nelson Trad filho, que concorreu para governo do estado em 2014 sejam propina do frigorifico JBS/Friboi. Simone que concorreu pelo Senado e ganhou, recebeu R$ 1.720.000,00 - um milhão setecentos e vinte mil reais ou seja a conta quase bate, totatizando a quantia de R$ 4.980.000,00.

Genro de Nelsinho e sobrinho de Cance

O que chama a atenção dos investigadores da Lama Asfáltica que o alvo principal da Operação, André Luiz Cance é tio de Rafhael Cance, genro de Nelson Trad Filho, irmão do atual prefeito de Campo Grande (MS) Marcos Trad (PSD) e de Antonieta Amorim, irmã de João Amorim, apontado pela Policia Federal como um dos lideres da organização criminosa. Na prestação de contas, Trad Filho foi o que mais recebeu a propina mascarada em forma de doação, R$ 3.260.000,00 - três milhões e duzentos e sessenta mil reais.

Rafhael foi alvo da 35ª fase da Operação Lava Jato por receber propina da Odebrecht, ele é filho de Aurélio Cance, da República de Campinas, alvo da delação da publicitária e esposa de João Santana, Monica Moura neste fim de semana. Acompanhe; Receptor de empréstimo de Bumlai pagou R$ 800 mil, revela Mônica.

Investigação nas eleições de 2016

Os investigadores da Lama Asfáltica estão debruçados nas prestações de contas dos candidatos a prefeitos em MS, principalmente no que tange Campo Grande. Segundo investigação da Policia Federal tem desde caixa 2 à propina mascarada em forma de doações, as suspeitas recaem sobre a doação feita pela empresa PSG informática de Antonio Celso Cortez, suposto laranja de João Baird (Sócio de André Cance) a campanha de Marquinhos Trad no pleito de 2016 no valor de R$ 750 mil reais.

Os investigadores suspeitam que mesmo com as Operações da Lama Asfáltica em andamento, a organização criminosa comandada por João Amorim, João Baird e André Puccinelli não se intimidaram e continuaram operando para eleger o atual prefeito de Campo Grande.

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