08/06/2017 13h22 - Atualizado em 08/06/2017 13h22

Sob o comando de Odilon, Operação da PF que investiga dono de Curtume empaca

Fabiano Portilho
 
Jaime Váller juntamente com o senador Pedro Chaves visita seu conterrâneo, Silvio de Barros no Ministério da Saúde Jaime Váller juntamente com o senador Pedro Chaves visita seu conterrâneo, Silvio de Barros no Ministério da Saúde

Segundo apuração da reportagem do Portal i9, a Operação Perseu deflagrada pela Polícia Federal, em Mato Grosso do Sul, de 2004 para cá, e que está sob o comando do Juiz Federal Odilon de Oliveira 3ª Vara Federal comandada por Odilon é alvo de devassa da Corregedoria Federal período de 13 anos, indica que a punição judicial, de fato, afeta de imediato somente as pessoas capturadas por ligações com o tráfico de drogas. Processos de outros crimes – como lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, fraude na papelada para criação de empresas, licitações públicas, como exemplos – emperram ou no Ministério Público Federal, Estadual ou na Justiça Federal e também na Estadual, por anos e até décadas.

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Em dezembro de 2004, a PF investiu na operação "Perseu" [herói da mitologia grega]. Onze pessoas foram presas por formação de quadrilha e sonegação de impostos. Na época, segundo a PF, o frigorífico Margem, segundo maior do País, tinha como donos "laranjas" [na linguagem popular, pessoas que emprestam o nome, documento ou conta bancária para ocultar a identidade de quem a contrata]. A empresa tinha uma dívida de R$ 155 milhões, R$ 85 milhões dos quais com o INSS.

O esquema de sonegação implicava, segundo a PF, advogados, contadores, despachantes e agentes públicos. Os reais donos do frigorífico tocavam 21 unidades, 16 das quais em MS, onde eram abatidos 8 mil cabeças de gado por dia. Ninguém foi sentenciado. Dia 10 de março de 2005, a PF deflagrou a "Pegasus" [cavalo voador], operação também conhecida como "Caso Banestado". Nessa investida, os policiais descobriram uma quadrilha que mandou, pela chamada conta CC-5, algo em torno de R$ 60 milhões para fora do País. O bando agia no Paraná e em MS, onde 55 "laranjas" enviaram dinheiro para países estrangeiros. A polícia desmantelou o esquema, mas não capturou culpados ao menos aqui em MS.

E dentre os envolvidos FIGURA COMO CHEFE o conterrâneo do Ministro da Saúde Silvio de Barros e DOLEIRO ALBERTO YOUSSEF, o maringaense e dono do Curtume Qualidade Importação e Exportação, Jaime Váller. O Grupo Váller é apontado por autoridades policiais como envolvidos num "rosário" de IRREGULARIDADES. Dentre elas; Tráfico de Influência e Exploração de Prestigio, Sonegação Fiscal e etc..

Mas amparando este braço regional da organização que atua em Minas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo estaria o Grupo Margen na época e agora o JBS acusados de sonegar BILHÕES e remeter outros BILHÕES de forma ilegal para EXTERIOR. O JBS por exemplo é o responsável pelo maior escândalo de corrupção da história que pode derrubar o Presidente e Governadores.

As suspeitas são tão fortes que a Policia Federal abriu uma outra linha de investigação no qual envolve os sócios na Severino Valler - Participacoes Societarias Ltda; Jaime Valler Filho, Flavio Rodrigo Valler, Rafael Valler.

Com as Operações da Policia Federal em andamento, como "Carne Fraca" e "Lava Jato" a Familia Váller tratou de abrir uma Holding em nome do "PATRIARCA" da família, Severino Valler - Participacoes Societarias Ltda. Investigadores suspeitam que a Holding criada em 10/6/2016 com PÍFIO Capital Social de R$ 90.000,00 (Noventa mil reais) pelos VÁLLER nada mais é que dar LEGITIMIDADE DA SONEGAÇÃO, e disso a FAMÍLIA VÁLLER entende como ninguém.

Chefe da Máfia do Curtume e Frigorifico, Jaiminho Váller Jr é também sócio do advogado Assaf Trad Neto (Filho do Advogado Ricardo Trad) na R.A.J.E. Comunicacao e Internet (R.A.J.E. Comunicacao e Internet Ltda - ME).

Assaf é PRIMO e TRABALHA em diversas causas com o Advogado Criminalista Fabio Trad, um dos primeiros a "PUXAR O CORO DE CASSAÇÃO DO GOVERNADOR REINALDO AZAMBUJA DO PSDB NAS REDES SOCIAIS".

O Grupo "QUALIDADE" doou para dois POLÍTICOS nestes anos todos, para o Deputado Estadual Mauricio Picarelli (PSDB) a quantia de R$ 20 mil reais e para o Deputado Federal Dagoberto Nogueira (PDT) o valor de R$ 50 mil e para diretório do partido que ele preside, também o PDT, R$ 20 mil reais. É sabido que o PDT e o Deputado Federal Dagoberto Nogueira são ligados ao JOGO DO BICHO em Campo Grande, comandado pela Família Namme.

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